Sonhos perdidos

Mãos que escrevem
sonhos relevantes
mãos que acariciam
caras de ilusões
corpos arqueados
pelo peso de quimeras
sonhos desfeitos em tristezas.

Sombras de presentes já passados
verdadeiros e envenenados
futuros de incertezas
em corpos já arqueados
longe dos tempos da beleza
juventudes ilusórias
cresceram em corpos engelhados
já gastos pelo tempo.

Ilusões de desfeitas perdidas
apaixonadas mágoas de outrora.

Vinde a mim corpos
ondulantes esbeltos e perfeitos
que já não me lembro da juventude
vinde e preenche-me a sede
com o teu corpo
para poder recordar
esta minha juventude.

Vinde suas caras malvadas
apaziguar esta minha dor
que me destrói e consome
por não poder-vos, voltar a ter.

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publicado por Mário Feijoca às 22:16 | comentar | favorito