Diclaracioni!

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Não posso deixar passar sentimentos que me atropelem sensações, e hoje sinto que estou a ser atropelado por emoções. Creio que já nos conhecemos, há bem um ano, ou até talvez mais… Mas só agora nos damos com maior frequência e até maior intimidade.

O teu rosto acompanha-me, já o conheço tão bem que em certas alturas apercebo-me que já estivemos juntos - mas não - como ambos sabemos. Não passará de um desejo que possivelmente, irreconciliável, mas mesmo assim arrisco a escrever estas palavras honestas e sem segundas intenções, porque apenas existe primeiras, e elas são, um desejo enorme em te poder possuir, em ter-te nos meus braços nem que soubesse que não iria para além de uma única vez. Mas a tua cara cada vez está mais presente e o desejo cada vez mais intenso.

Absorvo cada palavra cada vírgula ou mesmo ponto, que tu escreves no blog e esse desejo vai aumentando, daí a ter de me corrigir e devolver-te nos mesmos moldes daquilo que estou sentido por ti. Pode ser imaginação, pode até ser um desejo carnal que não passe de ficção, mas adorava saborear o teu amor partilhar da tua dor e devolver-te todo o teu desejo dessa paixão que te atraiçoa confunde e te isola de todos os prazeres. Abraçar-te seria a minha primeira prioridade, a segunda aspirar todo o cheiro do teu corpo e retê-lo por muito tempo misturado com o meu, eles se envolveria muito melhor do que nós, porque não haveria nada a separa-los senão os nossos pensamentos. Não se pode, nem deve, deixar passar sentimentos que nunca se repetirão, mesmo que sejam todos frutos da ilusão ou da própria imaginação de quem não se sente só! Mas essas carícias, que se perdem, nos beijos que nunca se chegou a dar, um amor que nunca se envolverá, acompanhar-nos-á nos nossos sonhos por muito tempo até nos esquecer-mos de como nos podia-mos ter amado mesmo que fosse numa noite e uma única vez.

publicado por Mário Feijoca às 06:13 | comentar | favorito