Contemplação...

Hoje admirei o mar e toda a sua transcendental beleza, as ondas igualavam os movimentos das ervas das mais perfeitas planícies. O azul do mar transparecia toda a sua liberdade, tamanha esta que me deu vontade de mergulhar e transformar-me num ser anfíbio e poder percorrer livremente toda a sua imensidão.
As arvores crescem sozinhas, não têm ponta de vergonha de se desnudarem no Outono, umas depravadas, umas oferecidas, e por aí...
Sonhei com os corais, com polvos e com baleias amigáveis. Todos os seres reagiam de forma surrealista, isto tendo em conta que eu sou um humano, ou não era, interrogo-me.
A lenha que queima na fogueira jamais criará folhas, os frutos, pois..., esses jamais serão seu filhos, filhos da árvore abatida.
 
O mar enrolava na areia, por vezes debatia-se contra algum rochedo, uma verdadeira luta de séculos, quem a ganha é o mar. Ou talvez não fosse luta, talvez fosse um trabalho de um escultor impressionista, obras abstractas que só as entende quem mais abstracto for.
De entre as florestas saiem gritos e gemidos, à quem diga que são ramos a roçarem uns no outros, eu digo mesmo que são carícias.
De repente acordo para a vida, tudo não passa da minha imaginação, hoje só vi urbanizações e automóveis, computadores e cabos eléctricos. O que interessa é que no meio disto me abstraí e vi a beleza no meu cérebro.
publicado por Mário Feijoca às 21:37 | comentar | favorito