31
Mar 05
31
Mar 05

Minimalismo

Um quadro de 1913 do pintor russo Kasimir Malevitch que mostra um quadrado preto sobre um fundo branco serviu como ponto de partida, meio século depois, para o desenvolvimento do minimalismo na arte.

Movimento das artes visuais e da música que representa o ápice das tendências revisionistas na arte moderna, o minimalismo surgiu em Nova York no fim da década de 1960. Caracteriza-se pela extrema simplicidade de formas e pela abordagem literal e objectiva dos temas.

As primeiras manifestações dos escultores e pintores minimalistas nasceram de sua insatisfação com a action painting, ramo do expressionismo abstracto que dominou a arte americana de vanguarda durante grande parte da década de 1950.

Os minimalistas consideravam a action painting, de traço intuitivo e espontâneo, muito personalista e sem substância. Defendiam que a obra de arte não deveria referir-se a outra coisa a não ser a si própria e, em seus trabalhos, evitaram associações extra-visuais.

Formas geométricas simples e monumentais feitas de fibra de vidro, plástico ou metal caracterizam a escultura minimalista, entre cujos expoentes estão Donald Judd, Carl Andre, Dan Flavin, Tony Smith, Anthony Caro, Sol LeWitt, John McCracken, Craig Kaufman, Robert Duran e Robert Morris.
Na pintura, que difere de outras abstracções geométricas por rejeitar composições líricas e matemáticas, consideradas meios de expressão pessoal do artista, destacaram-se Jack Youngerman, Ellsworth Kelly, Frank Stella, Kenneth Noland, Al Held e Gene Davis.

O movimento minimalista estendeu-se à música, e nessa área quase se poderia dizer que teve como um de seus precursores o compositor alemão Carl Orff, em Carmina burana.
Numa reacção contra a sofisticação intelectual da música moderna, os compositores passaram a adoptar um estilo simples e literal, e dessa forma criaram uma música extremamente acessível. Na obra de La Monte Young e Morton Feldman, por exemplo, o tratamento tradicional da forma e da evolução foi substituído pela exploração do timbre e do ritmo, elementos musicais estranhos aos ouvintes ocidentais.

O grupo de compositores -- Phillip Glass, Steve Reich, Cornelius Cardew e Frederic Rzewski -- foraminfluenciado pela música da Índia, de Bali e da África ocidental

©Encyclopaedia Britannica
publicado por Mário Feijoca às 19:36 | comentar | ver comentários (3) | favorito
29
Mar 05
29
Mar 05

Feelings...

Assim sou cansado de ser suprimido
por todos os teus temores infantis
e se tiverdes que me deixar, desejo
que partas exactamente, porque
a tua presença demora-se sempre aqui,
e não me deixará ser o único sozinho.

Estas feridas, não me parecerá leal
curar esta dor, demasiado real
e simplesmente injusto, que o tempo
não conseguirá e não pode apagar

Quando choraste por mim,
limparias distante todas as lágrimas
quando a mim me gritavas
combaterias todos os teus temores
mas tive a  tua mão, por todos estes anos

Mas tem-me sempre toda ela,
que entregou-me ao cativeiro
pela sua luz ressonante, mas agora,
eu sou vinculado pela vida,
vós à esquerda atrás da sua cara
que assombra a minha desejada
uma vez que a agradável sonha
com a tua voz perseguindo e
afastando todo o sentido em mim.

És minha uma única vez, que me agrada
ao sonho a tua voz que caçou distante
toda a saúde de espírito em mim nestas feridas
não parecerá curar esta dor que é verdadeira
e simplesmente reais, lá demasiado justo e
injustas demasiado serão, que o tempo não
pode apagar!

Quando tu gritavas eu limparia
todos os teus rasgos
quando me gritarias lutavas
afastando todos os teus medos
e eu prendi tua mão com todos estes anos,
mas tu tens-te toda em mim.

Eu tentei assim, duramente dizer-te
que não estás indo embora,
que tu sejas, ainda, como em mim,
enquanto eu estive sempre sozinho
longitudinalmente..

publicado por Mário Feijoca às 00:29 | comentar | ver comentários (6) | favorito
28
Mar 05
28
Mar 05

Uma visão do blog

olhar_reflexos.bmpHá aqueles que fazem blogs para desabafar as passagens na sua vida, outros, para apresentar os seus dotes de literacia, outros que divulgam serviço público e ainda há os que nada disto apresentam, eu apenas os faço para me divertir e também para pôr em prática os conhecimentos de html e script que vou adquirindo desde o primeiro blog que fiz, que por sinal, foi precisamente este. Não pretendo ter um blog nos tops nem que agrade a todos, porque primeiro terá de estar de acordo com aquilo que entendo de sentido estético em que predomina a animação e o design. Isso logicamente torna os blogs mais pesados e lentos a abrir, mas como este não será um blog para pessoas apressadas, terão de ter a calma necessária para que ele se abra. A qualidade dos textos aqui apresentados serão sempre muito discutíveis, porque irão dos que nada dizem, aos que poderão dizer tudo sem me socorrer de grandes qualidades literárias, porque não as possuo, pese embora, adore ler um bom texto, e valorize todos aqueles que tenham essas capacidades de articular a escrita numa perspectiva de conhecimento gramatical. Que não é o meu caso. E àqueles críticos mais atentos que visitem este blog e que o achem de conteúdo vazio e sem lógica, peço muito humildemente as minhas sinceras desculpas, por não ir de encontro aos seus vastos conhecimentos, curvando-me sob a vossa sabedoria...

Repito, este blog não pretende mostrar nada para além do que já se faz, apenas quero-me divertir a aprender a ser humilde, mas com sentido estético e algum design, no qual me sentirei muito limitado por não ter ainda os conhecimentos necessários em animação, mas estou a trabalhar nesse sentido, de adquirir conhecimentos em flash (macromedia) para mais tarde fazer experiências nos blogs

publicado por Mário Feijoca às 18:01 | comentar | ver comentários (1) | favorito
26
Mar 05

Inflexibilidades

 

A inflexibilidade prejudica a vida afectiva, por outro lado, a generosidade e a gratidão tocam as pessoas. Costumamos pedir ou exigir, e esquecemos de agradecer. Conecte-se com o que há de melhor em seu coração. Evitemos o descontrole, reflectindo sobre os nossos valores essenciais, que não são medidos materialmente. Por outro lado, favoreceremos sempre uma reflexão sobre os valores mais importantes, como o afecto, e respeitemos sempre o nosso próprio ritmo.
Nos aspectos subjectivos, e o desfavorecimento para as questões práticas. Uma reflexão sobre amizades e afinidades com as pessoas é bem-vinda. Se, nos encontrar-mos fora do curso durante alguns períodos do o dia. Tentaremos sentir o posicionamento em defesa da tendência à dificuldade em questões práticas. Momentos que nos obriga a fazer uma retrospecção, e nos favoreça o descanso e a reflexão. Todos desejamos uma vida confortável, sentirmo-nos bem e mais seguros. Mas, muitas vezes isso significa acomodação numa situação muito aquém de nosso potencial. Não poderemos deixar que a acomodação signifique estagnação. Não sejamos dogmáticos nas ideias, querendo convencer os outros de que assim acreditem.
Assim como se gostamos de ser respeitados nos nossos conceitos, respeitaremos também os pontos de vista alheios. Acreditar somente no que podemos ver ou racionalizar é diminuir o potencial de entendimento da vida. Há muitos mistérios entre o céu e a terra, mas estamos tão imersos nos afazeres, que esquecemos de desenvolver a sensibilidade.

Hoje em dia, cabe-nos fazer aprofundadamente uma reflexão sobre a nossa saúde e qualidade de vida. Talvez estejamos aprisionados em hábitos que não resultam em bem-estar. As iniciativas de tomar atitudes que significam sentirmo-nos melhor física e emocionalmente, são sempre compensadas por uma paz interior. Atitudes como teimosia, descontrole possessivo, têm um efeito nefasto sobre os nossos relacionamentos. Compreenda-se que a segurança que se almeja na relação afectiva deva partir sempre da sinceridade e confiança mútuas
Temos uma visão errónea do que representa segurança, costumando atribui-la ao dinheiro e à estabilidade. Mas, tudo pode acabar um dia, e mudar. É diferente da segurança interior, um sentimento de paz que transcende as circunstâncias.
Em meio regente às atribuições quotidianas esquecemos de valorizar as coisas simples que nos transmitam energias, como o contacto com a natureza, a quietude, o abraço amigo. Somos escravos do tempo, e estamos pagando

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publicado por Mário Feijoca às 23:26 | comentar | ver comentários (6) | favorito
26
Mar 05

Visita Ecológica


 

Pelo terceiro dia da visita guiada pelo professor doutor Jorge Paiva, rumámos à Costa de Caparica, mais precisamente à entrada da praia do Rei, oficializada pela presença de um restaurante com o mesmo nome. Percorremos um passadiço de madeira que conduz a um outro bar, dos tantos que refrescam veraneantes e sustentam a animação nocturna nestes areais.
Nesse percurso, fomos conhecendo algumas das plantas que despontam nesta duna móvel: a perpétua das areias, o cardo marítimo, a couve-marinha, a murganheira das praias e o estorno, talvez uma das espécies mais importantes ou visualmente mais presente (encontra-se na primeira linha fronte ao mar) na sua função de fixação das dunas.

Tratando-se de uma duna móvel, estas plantas ajudam a uma melhor fixação da duna que, por sua vez, é sem dúvida o primeiro travão para as investidas marítimas.
A segunda paragem levou-nos à Arriba Fóssil, uma duna fixa que revela bem esta sua característica pelo próprio porte das árvores, no fundo são as suas raízes que fixam a duna, no entanto, nalguns pontos se verifica que quando se destrói o ecossistema a areia retoma o seu lugar.

Desde logo se percebe que as dunas são um ecossistema bastante frágil pois depende de uma interacção “saudável” entre as marés, o vento e as plantas.
Verifica-se, no entanto, e a Caparica é bom/mau exemplo disso, que a maioria dos bares se implantam justamente sobre as dunas, esventrando-as sem que haja o respeito, quiçá o conhecimento sobre a importância que as mesmas têm para a preservação do areal da praia. É minha percepção que o indivíduo comum desconhece que estas dunas se comportam dinamicamente num equilíbrio entre acumulação de areia varrida pelo mar e pelo vento e reposição da mesma na praia. Só este desconhecimento e o lucro fácil justificam proliferação destes bares como se o desafio ao mar não fosse pago pela destruição que o mesmo inflige nessas construções; não só vimos o exemplo do restaurante em queda eminente na Lagoa de Albufeira como há o caso recente na linha das praias de S.João de Caparica, onde várias construções deste tipo cederam às águas.


Estorno (Ammophila arenaria)


Camarinha (Corema album)

Este avanço do mar, transgressão marinha, é no entanto um fenómeno natural assim como outrora foi a regressão marinha, fenómeno que deu origem à emersão da área onde hoje existe a Costa de Caparica. A segunda paragem levou-nos à Arriba Fóssil, uma duna fixa que revela bem esta sua característica pelo próprio porte das árvores, no fundo são as suas raízes que fixam a duna, no entanto, nalguns pontos se verifica que quando se destrói o ecossistema a areia retoma o seu lugar.

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Couve-marinha (Calystegia soldanella)

Das árvores principais, fixámos o carvalho português (folha larga), o espinheiro preto, a aroeira, o zimbro e o célebre pinheiro manso. Aliás, a Mata dos Medos constitui-se como uma das grandes extensões nacionais de pinheiro manso; observámo-los, da estrada, ainda pequenos devido ao incêndio que há poucos anos devastou esta mata.
Noutra paragem, alcançámos a falésia, cuja beleza paisagística não cabe em meras palavras. Pelo caminho, fomos reconhecendo a presença do tojo, como leguminosa que enriquece o sistema, a cebola albarram, o trovisqueiro (baga preta), as camarinheiras, o tomilho e aquele cheiro a caril que advém da perpétua das areias. É natural que as plantas mais aromáticas vivam em sítios com pouca água como aqui na arriba; o professor bem a propósito nos lembrou que a cozinha alentejana é aromática pela mesma razão.

Aqui, o pinheiro bravo, virado ao mar, contorce-se à mercê do vento e perde a folha porque é pulverizado pelo piche, devido aos despejos que os navios fazem ao largo. De facto, este é só um exemplo de vegetação destruída devido à incúria do homem. Daqui também se avalia a erosão que abre flancos na falésia seccionando-a nos seus diversos estratos. É aqui que percebemos a destruição da arriba e a importância de se falar na sua preservação e de ser zona protegida tal como a Mata dos Medos.
Esta prolonga-se até à Lagoa de Albufeira, embora este percurso interior seja interdito. Aliás, por esta razão, de toda a área protegida, apenas este sector entre a Fonte da Telha e a Lagoa de Albufeira se mantêm pouco alterado e perturbado.


Estorno (Ammophila arenaria)


Camarinha (Corema album)

Cabo Espichel

Zambujal

 
Cabo Espichel

Da estrada, avista-se o paul onde começa a Lagoa de Albufeira. No areal mais abrigado de passagem, acumulava-se um número indefinível de gaivotas. À berma da água, observámos a força da corrente que chega ao ponto de em quinze dias destruir a duna em que assenta, por enquanto, o restaurante já referido por esta característica, o local presta-se vulgarmente à prática de vela e windsurf.

Seguimos em direcção ao Cabo Espichel, onde não só alargámos a vista pelo horizonte como de novo verificámos o efeito da erosão nas paredes das falésias, chegando mesmo, nalguns locais, a escavar a parte inferior das bermas. Estamos numa zona aberta ao oceano, sujeita aos agentes erosivos marítimos. A pouca distância do promontório, descemos um caminho que, por um lado dá acesso à praia dos lagosteiros, por outro nos conduziu ao ponto de observação das pegadas de dinossauros. Com alguns auxiliares de visão, lá distinguimos claramente, cavados na rocha, alguns trilhos que vencem a barreira temporal e a própria erosão costeira. Mais curioso ainda foi verificar um outro conjunto de pegadas inscritas verticalmente, pensando simultaneamente no fenómeno que terá originado tal deslocação rochosa. Entretanto, quanto à vegetação descobrimo-la neste local tipicamente mais rasteira. A aroeira, o trovisqueiro e o carrasco são muito mais densos e baixos que em relação à Arriba, aqui assumem uma forma arbustiva, parecendo “almofadas”, não direi o mesmo para o carrasco cujo toque é mais agressivo. Também vimos a predominância da esteva, de folha muito gordurosa e a urze roxa que está em flor até Novembro.

Em conclusão, diria que levei desta visita uma visão de futuro porque tomei consciência mais precisa sobre medidas que estão ao alcance de todos para ajudar a proteger os ecossistemas de que, no fundo, fazemos parte. Sabe-se que, a nível mundial, é no litoral que há maior concentração populacional mas para além do aspecto económico, nunca teria pensado que também é nele que há maior biodiversidade e as mais variadas cadeias alimentares. Agora, compreendo o sentido da sua fragilidade resultante da intervenção humana. Por isso justifica-se a educação ambiental, mesmo para além da escola, até porque o progresso científico sustentado pelo grande poder económico já ganhou terreno e em Portugal, um pais essencialmente costeiro, faz todo o sentido trabalhar e preparar a geração futura para a conservação da nossa costa.

publicado por Mário Feijoca às 04:07 | comentar | ver comentários (3) | favorito
25
Mar 05

Defeitos


 Andei margeando os meus defeitos, pois sempre achei que eram as virtudes que me guiavam. Mas ando acordando de assombro com eles. E vejo que, ao invés do que imaginava, sou apenas as consequências dos seus ofícios. Era bom mexer com os nossos defeitos porque a gente nunca soube qual se assenta em nossos alicerces inteiro. Sábia... Agora que os vejo com nitidez, nem sempre confessável anteriormente, cada vez mais, me entendo como resultado dos caminhos em que eles me cingem...

publicado por Mário Feijoca às 01:44 | comentar | ver comentários (1) | favorito
25
Mar 05

Quase tudo...

 

 

 

Ainda falta descobrir
a seriedade
ainda falta dominar
a ansiedade.
E aprender a esperar
ainda falta me pacificar.
Deixando o coração
ficar mudo
ainda falta aprender
quase tudo...  

</b>

 

publicado por Mário Feijoca às 01:04 | comentar | ver comentários (1) | favorito
24
Mar 05

Fundo do Túnel

 "Apesar de o caminho estar escuro e eu não conseguir ver a saída, eu tenho certeza que isso é um túnel, e não uma caverna...eu só não andei o suficiente ainda p'ra ver a luz"
publicado por Mário Feijoca às 01:24 | comentar | ver comentários (3) | favorito
24
Mar 05

Curiosidades

Curiosidade do Minuto
Geralmente, a boca de um cão tem menos bactérias e germes do que a boca de um humano.
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publicado por Mário Feijoca às 01:06 | comentar | favorito
23
Mar 05
23
Mar 05

Tons de Azul

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 Cidade do -Amor - II
 
 2004
 60 x 120 cms
 Acrílico sobre Tela
 Isabel Magalhães
publicado por Mário Feijoca às 19:09 | comentar | ver comentários (3) | favorito