07
Abr 05

Alguém o viu, por acaso?

Alguém por acaso, viu por aí Camões? Ando aqui margeando na minha cabeça perguntas a fazer a Camões, não o encontro, e tinha perguntas a fazer de como é que ele arranjou tempo para escrever os Lusíadas ou a Lírica em terras longínquas algures no oriente, e fez nascer com a sua poesia, entre nós a palavra saudade. Salvou as suas memórias de tempestades e naufrágios para as entregar a El-Rei Dom Sebastião, e dessa forma, elas chegarem às nossas mãos, nunca ele pensando que as suas escritas fossem dar tamanho empenho e razão para a cultura desta nação. E hoje, com a falta de tempo, e com o que nos resta dele, pouco tempo temos para a escrita, e deixar o nosso testemunho marcado no tempo. Ensinamentos nos obrigam a tomar em reflexão e deixar noutra mão o que nos guiou a construir esta nação, com tudo o que de mau nos deixou, cada um com seu empenho ou falta dele, nos legou esta contradição de sermos uma grande nação. Será que é preciso haver alguma razão para escrever com a nossa própria mão, dar a receita do nosso próprio pão? Claro que não! Lusitanos, Portugueses ou Castelhanos teremos sempre mais de Mouros do que qualquer outra razão. Somos filhos de poetas de loucos esquizofrénicos e de outros tantos aldrabões, e assim nos legam um certo orgulho desta simples e pequena nação que desbravou mares galgou territórios semeando raízes que hoje são outras nações. Perdemos tempo com mariquices que nos obrigaram a esta condição, filhos de uma grande nação que perdeu toda a razão por não haver mais Camões, apenas nasceram muitos e muitos outros ladrões. Somos poetas loucos na mesma condição, soltemos as amarras da imaginação para não deixar afundar esta nação, deixaremos voar bem alto a liberdade do pensamento, sem nos socorrermos de filósofos ou pensadores, doutras eras então, lutar por uma causa em que todos sintam a força da razão para levantar dos escombros esta linda nação que hoje é Portugal. Alguém me diz por acaso onde posso encontrar Camões?
publicado por Mário Feijoca às 21:46 | comentar | ver comentários (2) | favorito
07
Abr 05

Apenas só eu...

 Naquela madrugada
 duma noite escura
 e a minha mente também
 nuvens negras de formas
 abstractas
 a minha mente também
 se afiguravam círculos
 em vários tamanhos
 encaixados uns nos outros
 sem fazerem sentido
 a minha mente também
 naquela madrugada
 que não mais tinha fim
 os meus pensamentos também
 afiguravam-se tempestades
 relâmpagos e trovoadas
 a minha cabeça também
 nessa madrugada
 em que ninguém ouvia
 o barulho das nuvens
 senão eu.
 
 O sossego apoderou-se de mim
 a minha cabeça acalmou
 então adormeci apenas só eu!!!

publicado por Mário Feijoca às 12:11 | comentar | ver comentários (2) | favorito