Não me posso lembrar

   Não sei explicar o que estou sentindo,
   o que estou fazendo e nem porque estou fazendo.
   Estou embaralhado, tudo virado.
   Não consigo encontrar a razão, não penso,
   não temo... fala mais alto o coração.
   Não pude resistir, tu és algo diferente, tão impossível que quis conquistar,
   experimentar,
   mesmo sem acreditar que um dia poderia conseguir, afinal, o que sou diante de
   ti?
   Seria o plebeu, o mendigo, um excluído,
   ignorado... enquanto tu: a raridade mais
   cara de pedras preciosas que poucos ou quase ninguém tem e que todas,
   sem excepção, querem ter.
   
   Sou como um grão de areia diante do mar...
   Como chumbo diante do ouro...
   Como uma pedra diante de uma montanha...
   Como o gelo diante do cristal...
   Nada!
   Isso que pensei representar pra ti.
   De repente... tenho-te! perto... em meus braços...
   Senti-te na pele, gostei.
   Quis mais... tive.
   Não entendi. Não entendo. Prefiro não entender.
   Teu jeito, Tuas palavras foram me envolvendo,
   sem querer fui imaginando, querendo...
   Depois... teu olhar, tuas mãos, teu sorriso me falavam coisas que mexeram
   comigo.
   Passaram a fazer parte de mim!
   Desejei o que não podia, quis o que não devia... me aproximei por instinto e
   senti teus lábios...
   Surpreso, não queria abrir os olhos para não ver a realidade;
   não queria afastar meus lábios dos teus para não perdê-los.
   Tremia todo o meu ser e algo dentro de mim regozijava e outro duvidava.
   Era bom demais, não poderia ser verdade.
   Um sonho. Não era mesmo possível. Teu calor, teu corpo, tuas mãos, teus
   beijos!
   Tu és simplesmente marcante. Algo mais que o máximo!
   Tu és o sonho que nunca vou esquecer!.

publicado por Mário Feijoca às 03:20 | comentar | ver comentários (1) | favorito