12. O auge do prazer

Teríamos de ser compensados pela longa espera ((assim como a vocês caros leitores, mas, isto é, sedução aliado à sensualidade implícita)) que ambos tínhamos feito até atingir a normalidade descontraída e  soltássemos todas as nossas energias para as focalizar num único ponto que nos absorvia, o êxtase pleno do prazer que aos poucos nos consumia.
Acaricio a mão nos seus cabelos com ternura, sem deixar de lhe fitar o olhar, vou deslizando-a até atingir a zona do peito, acaricio-o lentamente, até os mamilos ficarem contraidamente rígidos e erectos, beijo-os insistentemente, a nossa respiração ora acelerava, ora acalmava. Desabotoo-lhe o resto dos botões  da camisa que faltavam, e empurro-a para trás de modo a ficar deitada no chão. O calor vindo da lareira, ainda nos fazia transpirar cada vez mais, tínhamos perdido já a noção do tempo e estava já, completamente noite, a única luz que havia, era apenas a que provinha da lareira. - De uma forma atabalhoada libertávamo-nos da roupa que nos cobria o corpo, jogando-a pelo  ar, ao acaso para qualquer lado. Ficámos mudos, assim como completamente nus, a olharmo-nos e apreciando os nossos corpos, estávamos controlados pelo olhar -  Os reflexos da luz projectados no seu corpo, davam-lhe um tom alaranjado misturado com dourados, parecia, naquele momento, uma autêntica escultura de uma qualquer deusa. Beijava-lhe todo o corpo sem o mínimo pudor. Pego no cálice de vinho do porto, dou um trago, e ofereço-lhe também encostando-o aos seus lábios, depois deixo cair pequenas gotas junto ao umbigo, e começo a embebedar-me por ele. Ela delirava de prazer com pequenos sons arfados misturados com sorrisos descontrolados, enquanto eu, eu em nada lhe ficaria em desvantagem. Porque ela,  ela era todo o meu prazer! Olhei para a sua expressão, era totalmente nova até aí para mim, que ainda lhe dava mais graciosidade ficando cada vez  mais bonita, era de facto divina a sua estonteante beleza. Com aquele sorriso radiante estampado no seu lindo rosto.
Era divinal toda a cena envolvente. Senti-me como se fosse a primeira vez que estava com uma mulher, a minha cabeça deixara de pensar, os meus instintos encontravam-se próximos do animalismo irracional, queria apenas absorver todo aquele corpo através dos poros da sua pele. Ela gemia baixinho com a respiração descompassada, contornava-se em volta do seu próprio corpo como uma enguia.
Se havia perfeição no mundo... Ela estava toda ali naquele exacto momento representada. Pois não há nada mais sublime do que sentir a visão do próprio prazer em toda a sua exuberância e êxtase que envolviam todos os nossos sentidos. Era o prazer oculto seduzido pelos corpos, não era somente um homem e uma mulher que desfrutavam do prazer, era antes, isso sim, dois discípulos de Deus que representavam toda a humanidade que ali estavam a dar jus plenamente justificado ao amor!

(let's play this organ together? try also the four tracks pleasure)

Ela levantou-se num ápice, e foi em direcção ao móvel onde estava a aparelhagem de som colocar uma música clássica de Ravel, o célebre Bolero. E voltou com a mesma desenvoltura que foi. Sentou-se em cima de mim, deu-me um morango à boca com ele entre os seus lábios começando a esfregar os meus delicadamente, rindo-se da iniciativa. Esfrega-me as suas mãos macias no meu peito, com os cabelos a passear na minha cara balançando-os insistentemente ao compasso da própria música.
Eu, com as minhas mãos envoltas da sua delgada cintura acariciando-a e beijando-lhe simultaneamente os seios, coloco a mão no prato da tarte e com os dedos retiro uma quantidade de chantili, com o qual, esfregando-lhe no peito, lentamente vou-o espalhando até atingir a zona da sua vagina, toco-lhe no clítoris, ela geme e dá uns "grunhidos" ofegantes, pressionei mais acariciando-o até ela soltar um grito. O meu membro estava maluco e todo erecto, mostrando toda a sua pujança com as veias todas a quererem saltar-lhe exigindo-me que não lhe fizesse mais aquele compasso de espera. Não lhe dei ouvidos porque primeiro estava eu, e só depois ele, tinha de se resignar a essa condição  subalterna porque não quereria perder o mais ínfimo pormenor do prazer que estava sentindo.
A mulher tem de ser acariciada com ternura e muito amor para se fazer soltar toda aquela energia que emana do seu corpo e fazer desfrutar-lhe toda a sua complacência luxuriante. Porque a penetração não é um meio, mas antes um fim... Porque a seguir, todos os anjos voltarão à terra no seu estado mais puro.

O clítoris é o único órgão cuja função é proporcionar estímulos para alongar o prazer da mulher. É a zona do corpo com maiores terminações nervosas. A arte do amor está nisso precisamente, na espera, no saber controlar os instintos e absorver toda a adrenalina assexuada como uma ciência.
Beijo-lhe habilmente a vagina incessantemente, ela geme e contorce-se de prazer arranhando-me as costas agressivamente, agarra-me com a sua mão no meu impaciente pénis, que já não acreditava na sua única hábil tarefa, faz-lhe festas com uma suavidade tal, que eu por momentos pensei que ia  desmaiar do prazer que estava sentindo, Olhou para mim, sorriu,  debruçou-se sobre ele começando a passear-lhe a língua com uma sofreguidão...  O meu corpo contorceu-se, contraindo-se todos os meus músculos, ao mesmo tempo soltei gemidos de paixão e prazer pelo que estava sentindo naquele momento mágico, pela loucura totalmente fora do nosso controle.

Jessica Simpson

......./ /.......

NOTA: - Posso terminar aqui, ou continuar, mas advirto os leitores mais atentos, que todos os movimentos narrativos se vão engalfinhando de tal forma que, principalmente para mim, seria preferível terminar neste ponto, porque  farão um juízo totalmente diferente do narrador a partir daqui, pela sua agressividade contida nas cenas que se desenrolarão... Que poriam, qualquer dos seguintes filmes; Emmanuell, Último Tango em Paris ou Atracção Fatal, perfeitamente escandalizados com a sua continuidade. No entanto, ficará ao vosso critério mediante comentário plausível pela continuação do mesmo, ilibando desta forma, qualquer má interpretação gerada pelo narrador. E muitíssimo obrigado pela vossa disponibilidade por me terem lido. Não havendo qualquer alusão nos comentários considera-se aceitação total para o desenrolar da história ficando o narrador livre de lhe dar continuidade com o  fim a que se propôs! Mesmo que não comentem, entendo. Entendo o cérebro humano perfeitamente, levando por vezes a um entendimento unicamente puritano, fazendo parte integrante apenas nos vossos pensamentos imaginários, recalcando assim, os seus mais primitivos instintos sexuais... - Desliguem o som do blog em pause e aumentem o volume Bolero Ouvir -  Obrigado!</font>

publicado por Mário Feijoca às 00:02 | comentar | favorito