13. A ciência dos prazeres...

 

As partes do corpo humano mais erógenas são inúmeras, e também diferentes entre os homens e  mulheres, terão de ser forçosamente  exploradas para serem entendidas de maneira a se tirar o maior proveito da sua  plena essência, assim como de pessoa para pessoa, vão variando. A principal parte erógena do corpo é o cérebro, porque é aí que se alojam todas as nossas células que nos orientam os sentidos, isso, em todos nós. Depois vão variando conforme as diferentes sensibilidades de cada um. E necessário tirar o máximo proveito de Alfa e Ómega do prazer do corpo humano para se atingir uma satisfação plena de modo a soltar-se o clímax na sua pujança atingindo assim o seu ponto precioso; não nos limitando unicamente ao coito propriamente dito.

Num solavanco descontrolado, alcança o chantili, e começa a untar-me o corpo com ele, com as duas mãos, vai esfregando e lambendo simultaneamente, deita-se em cima do meu corpo, roça-se nele, continuamente se roçando parecendo uma serpente, ficando os nossos corpos todos eles escorregadios  doces e pegajosos, extremamente extasiados pela excitação que nos mantinha como se se colassem... Esfrega-me o pénis com uma das mãos e com a outra acaricia-me os testículos, depois com gestos de sedução e expressão atrevida cheia de tesão, lambe a glande com a ponta da língua em forma circular, e vai introduzindo-o lentamente até atingir quase a zona testicular. Eu ia gemendo baixinho, como se só eu me quisesse ouvir, mordi o lábio até deitar um fio de sangue. A continuidade da sua perícia era tal, que eu apenas sentia o calor húmido do interior da sua boca aliado aos arrepios produzidos na espinha
Fi-la parar, colocando-lhe a mão na cabeça por momentos, numa carícia de força, afastando-a,  para não me ejacular naquele exacto momento, pois queria ir muito mais além...  Prolongar até onde as energias o permitissem.
Estávamos enlouquecidos, nada mais nos incomodava senão usufruir daqueles corpos endógenos perdidamente apaixonados. Fazia-se ouvir o batucar dos tambores da música de Ravel, misturados com sons de violino e órgão, a melodia acompanhava os movimentos dos nossos corpos e vice versa. Inclino-me e abraço-a com uma sofreguidão de ternura, e beijo-a, beijo-a até à loucura.

- Acho que o amo António, acho mesmo que fiquei apaixonadíssima por si! Não acredito que isto esteja a acontecer... Mas está mesmo! Porque eu estou a senti-lo fundir-se dentro do meu próprio corpo, tendo a sensação da fusão de  todos os nossos órgãos em metamorfose.

- Como você é linda Maritó! Eu sempre a amei desde sempre, meu amor, agora e sempre, só ainda não a tinha encontrado até aqui...

Beijámo-nos insistentemente, começo-lhe a massajar os pés suavemente, depois lambo-lhe os dedos um a um, e vou subindo pelas pernas, ora por uma, ora por outra, lentamente, muito lentamente até lhe atingir a parte das coxas seguindo-se a vagina, brinco com ela, com a língua e com toda a minha imaginação de prazer, oferecendo-o a ela também...
Continuávamos a tratar por você, desejava isso mesmo, eu queria que assim continuasse, o prazer torna-se mais autêntico com estas referências de rigor e respeito mútuo que nutríamos um pelo outro.
De um esticão, enrolámo-nos de maneira a ela ficar por cima de mim, sentando-se no meu colo, baleando o corpo esfregando o meu pénis, brincando e balançando-se continuamente sobre ele enquanto eu lhe acariciava os seios, os mamilos e toda a zona erógena onde se encontravam. Não lhe resistindo, com a sua mão, agarra-me o pénis e introduze-lo dentro de si, com a vagina toda ela humedecida ao extremo pelo prazer que sentia até ali, monta-se em movimentos de "galope como se de um cavalo" se tratasse. Geme, grita com todos os seus pulmões, dizendo com voz meio rouca e imperceptível :- Est... est... est... estou a vir-me! - e  deixa-se cair para trás em cima das minhas pernas. O meu pénis dobrou ligeiramente e senti uma dor de tal forma violenta que me fez brotar lágrimas dos olhos misturando a dor ao prazer. O clímax tinha atingido o seu auge. Não havendo retorno.

- Eu António... parece-me que já atingi o orgasmo umas duas vezes pelo menos, já nem sei bem. Sinto-me felicíssima como mulher. Perfeitamente embebedada pelo prazer que só você me soube proporcionar, pois nunca me tinha sentido como me estou sentindo, não conhecendo esta mulher que agora sou. Diga-me meu querido, que mulher sou eu agora neste momento?

 "Quando o desejo nos invade...não há nada a fazer É deixá-lo entrar e consumi-lo onde se puder...E deixar que o prazer e a alegria nos percorra de alto abaixo... Para depois descansarmos aninhados no corpo de quem amamos". </span></em></font></em>

publicado por Mário Feijoca às 01:56 | comentar | favorito