14. O corpo humano é ilimitado..

- Você meu amor, é aquilo que sempre foi... Que faz parte integrante daquilo que sempre me fugiu, você minha querida, é a minha outra metade que me falta
  
 A liberdade espontânea sem preconceitos e livre de falsos puritanismos, aproxima-nos sem dúvida alguma muito mais das nossas relações íntimas e amorosas naturalmente... nada será ao acaso, todo o prazer se reflecte  no nosso cérebro, o qual nos tranquilizará todo o sistema nas hormonas que compõem a nossa imensa massa muscular.
A energia psíquica originada pelas necessidades biológicas primitivas são as pulsões da própria vida, o libido natural do nosso organismo.
A química do corpo humano, e o seu sistema endócrino, que consiste num grupo de glândulas que produzem as nossas apetências no desenvolvimento sexual, entre outros, sugere e impõe que não tenhamos inibições nas relações amorosas, só assim não se terá desvios nos comportamentos sexuais aberrantes para além do âmbito da nossa condição humana.
O corpo humano é para ser sempre respeitado e não permitirá que a obrigação forçada desenvolva qualquer tipo de prazer, produzindo somente dor, desconforto e traumas. Implicitamente tudo, menos prazer!
  
Ali estávamos nós isolados do resto do mundo, entregando os nossos corpos ao prazer "pecaminoso" da luxúria hilariante do sexo, que nos afastava completamente de todas as realidades terrenas.
Abraço-a,  beijo-lhe o pescoço, as orelhas introduzindo-lhe a ponta da minha língua na concha do seu ouvido, simultaneamente acariciando os seus mamilos, ela gemia balbuciando imperceptivelmente, "amo-te tanto, tanto" e colamos as nossas bocas brincando com as nossas línguas. Deito-me em cima, com gestos impensados, da minha apaixonada deusa vinda dos céus, os corpos já transpirados deixam soltarem-se os odores próprios do libido misturados com a nosso suco orgânico. E com a minha mão na dela, como se tudo estivesse pensado ao pormenor, ambas se agarram ao meu pénis e introduzimo-lo na sua vagina, os corpos começam a bailar a compassos fora de tom, as pernas dela enlaçavam meu corpo em forma de turquês, gemendo e gritando atingimos os dois o orgasmo simultaneamente, deixando-me cair livremente em cima dela.
Rimo-nos desalmadamente da nossa estonteante aventura... Ela diz-me com estas palavras:
  
 - Foder é muito bom... sem dúvida alguma, mas fazer amor como nós acabamos de fazer, ultrapassa toda a imaginação do próprio prazer. Desculpa ter dito aquilo... Escapou-me, mas apeteceu-me mesmo!
  
 Acendi um cigarro, e deitados no chão abraçados, ficamos em silêncio a olhar para o fumo a invadir o espaço do ambiente amoroso.
  
 Possivelmente Continua...
 Bolero Ouvir
  
  *Mas dado, que a partir daqui, será o momento em que a imaginação toca o real da perversidade, chocando os mais puritanos com linguagem menos apropriada! Mas vocês mandam...*</span></font>
publicado por Mário Feijoca às 02:15 | comentar | favorito