21. Toilette do restaurante...

Fecho a porta, encosto-a à parede e beijo-a de forma impensada na tentativa de lhe desabotoar a camisa para olhar aqueles seus lindos seios. Acaricio-os e beijando os seus mamilos, de seguida, deixo cair as calças de forma a satisfazer o condor dos seus desejos. Ambos estávamos em sobressalto pela aventura que levávamos a cabo, o que proporcionou uma excitação acrescida. Abro-lhe as calças, mas dado o nervosismo, foi ela que concluiu a tarefa... A nossa carne toca-se sentindo o seu calor, naquela posição incómoda a penetração foi infrutífera, utilizo outra estratégia para nos facilitar e acalmar o nosso nervosismo. Baixo a tampa da retrete, sento-me de maneira a ela se sentar em cima das minhas pernas, frente um para o outro. Beijo os seus seios novamente, acaricio-os, seguindo os seus lábios e a penetração deu-se sem o mínimo de esforço. Apertámo-nos um contra o outro, naquele vai-e-vem, incómodo e atingimos o orgasmo num silêncio que nos fazia quase explodir pela  asfixia que sentíamos. Seguindo-se risos quase bloqueados, mas os nossos rostos irradiavam  toda a satisfação estampada. Saímos um a seguir ao outro, com segundos de intervalos,  sem que ninguém se apercebesse. Chegamos junto da nossa mesa e sentamo-nos, para de seguida pedir a conta. Ao que ela diz com um sorriso inquiridor...
 
 - António você... tem uma forma  muito peculiar e sobretudo, louca de amar! Contudo, fez-me sentir um enorme prazer pelo facto de ser mulher... E a sua loucura abraçou o meu instinto.
 
 - Não Maritó, você é que é a responsável com toda a sua beleza que deixa fazer soltar-se o louco adormecido que habita em mim, é você, você é que é a responsável sem sequer se dar conta daquilo que me está a fazer...
 
 Entretanto, chegámos à parte menos agradável de todo o dia magnífico que partilhámos, após ter pedido a respectiva conta da nossa despesa. Não me deixou pagá-la sozinho, porque foi peremptoriamente simples, mas inquestionável no seu argumento. Ao que concordámos partilhá-la.
 
 Saímos lado a lado sorrindo e denotando enorme regozijo pelo dia magnífico que se tinha fundido na sua maior perfeição. Praticamente chegado ao seu final, este dia alterara  dois seres que caminhavam juntos com os corações cheios de amor.
 Seguimos a pé, em direcção à praia que ficaria a meia dúzia de metros de distância, por assim dizer, seria a única coisa que faltava entre nós para ser um dia pleno.
 Ao chegarmos à praia, a Maritó descalça-se e caminhámos junto à água em silêncio, a observar a maravilha que a natureza nos proporciona ver, especialmente em dias como estes, que a olhamos sempre com outros olhos. Ela olha para mim, dá-me a mão, apertando, fazendo a sua pequena dentro da minha e sorriu pela iniciativa. Foi esta, a primeira vez que demos as mãos.
 
 Desconhecíamos ainda as nossas perfeitas afinidades, todavia, ambos sabíamos que as nossas cabeças se encontravam focalizadas nas mesmas formas de entendimento mútuo. Ainda assim, não tínhamos tomado a perfeita consciência do nosso prematuro relacionamento, o suficiente para analisar o que nos afastava um do outro. Só nos aguardava aquilo que seria perfeitamente consciente daquilo que nos unia.
publicado por Mário Feijoca às 01:06 | comentar | favorito