Folhas falsas...

As tuas Folhas soltas, folhas caídas, folhas amarelecidas que escreveram no tempo da vida.
Soltaram-se as amarras do cais, e naveguei por marés desconhecidas a destinos incertos.
Falhas nas esperanças das folhas soltas, recaíram nas angustias de hoje.
Folhas que levaram o vento da intranquilidade me motivaram  a traçar desenhos nas páginas amarelecidas.
Navego sem destino, contra correntes em águas turvas,  navego sem horizontes à vista.
Folhas soltas marcaram insalubres sabores nas esperanças de ancorarem em cais distantes.
Folhas soltas, dissolvem-se no tempo faltando fôlego para esta minha vida sem cor.

publicado por Mário Feijoca às 02:07 | comentar | favorito