Alucinação da luz...

Por determinadas alturas da  vida questionamos a nossa memória e vagueamos em pensamentos que nos atraiçoam a tranquilidade daquilo que pretendemos fazer da nossa vida. Cada um terá a sua resposta no devido tempo, e não valerá de nada adiantar o seu percurso, porque nenhuma delas será igual. - Que pessoa me poderá parecer mais estranho do que eu próprio? Questionamos constantemente as nossas capacidades para saber se conseguimos fazer isto ou aquilo; se fracassarmos nos nossos propósitos, desmotivamos a nossa vontade de continuarmos o seu processo natural impedindo-nos de seguir enfrente. Mas por outro lado, se nos conhecermos suficientemente bem, saberemos adaptar-nos aos nossos reais fracassos como uma aprendizagem daquilo que se seguirá, mesmo que ainda desconheçamos que conseguimos. E a melhor consolação ao nosso fracasso é esquecer e partirmos noutra direcção. Esse é o verdadeiro e genuíno desafio que teremos de fazer sistematicamente para aligeirar o nosso percurso.
A afinidade íntegra e voluntária nas primeiras empinarias desobedecem, cremos sempre entender que há um elo na verdade uma dupla razão, mas por vezes chumba-se por ser sincero. Designadamente no seu enorme sentido prático. Depois vem um conjunto indissociáveis uns dos outros, que nos agarram ao pesadelo dos pensamentos porque nem tudo é luz do sol. Nós somos um animal que podemos produzir maravilhas no mundo, há algo em nós que não quer acalmar e por isso somos em determinada altura terríveis para controlarmos os nossos medos... Porque no nosso cérebro só uma parte dele se desenvolveu. Talvez o homem não seja feito para se sentir seguro, por sermos incompletos.

Quando perceberes aquilo que não o entendes, é porque chegou a altura de lutares por outras que não percebes. Sócrates disse : "conhece-te a ti mesmo" Quão simples, mas não menos verdadeiro. Não é o amor que nos faz mover montanhas, mas a falta que sentimos dele. A paixão não é eterna é somente um dos momentos fundamentais da nossa satisfação, quem se apaixona pensa que as coisas tem futuro amanhã. As pessoas que vivem em permanente solidão, nada os afecta, porque são muito mais resistentes ao sofrimento, há que fazer tudo sozinho, por isso, a resposta é tu mesmo - mas sem culpares os outros ou a sociedade pelos teus fracassos... Todos sofremos de uma  doença da necessidade chamado « amor » Creio que o problema é o facto de só se amar uma vez... Andamos sempre enganados, porque julgamos que amamos alguém. Mas depois compreendemos que não gostamos é de estar sozinhos, e servimo-nos do amor como se fosse verdadeiro para nos enganar da falta que lhe sentimos.
Nós não escolhemos o amor é sempre ele que nos escolhe a nós… Só temos é que saber sentir esse sinal, quando ele acontecer e estarmos preparados para o alimentar! Os únicos obstáculos somos nós próprios, muitos ideais que se perdem por arrogância e egoísmo; e esquecemo-nos de investir mais nas relações humanas, uma falsa comédia de nós porque são estranhas a si próprias. Alguns antigos filósofos como Platão ou Aristóteles entre outros, sugerem que o amor  só acontece uma vez? Talvez! Talvez porque a nossa longevidade de vida ser hoje muito maior, e consequentemente  haver diversas etapas de sentir o amor alterando esse sentimento numa simples e descomplexada passagem alucinada.

O que escrevo por paixão apenas escrevi por amor à escrita A força da imaginação numa página escrita é tão poderosa que nos dá a possibilidade de conversar e entender quem a escreveu...

publicado por Mário Feijoca às 17:14 | comentar | favorito