Um marco histórico no "Rythmn & Blues"

 

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 <P><FONT size=+1><FONT face="Trebuchet MS" ,Arial,Trebuchet,Verdana,Sans-serif><B>Bob Dylan (Robert Allen Zimmerman)</B><BR><I>Neighborhood Bully</I><BR><FONT size=1>(<I>Infidels, 1983</I>) </FONT></FONT></FONT></P><P><IMG style="BORDER-RIGHT: 1px; BORDER-TOP: 1px; BORDER-LEFT: 1px; BORDER-BOTTOM: 1px" height=181 alt="Bob Dylan, foto de Daniel Kramer" hspace=15 src="http://img.photobucket.com/albums/v634/Andymore/Bob_Dylan_by_Daniel_Kramer.bmp" width=143 align=left vspace=8 border=1>Bob Dylan - de seu nome verdadeiro Robert Allen Zimmerman -, filho de Abraham e Beatty Zimmerman, nasceu a 24 de Maio de 1941 em Duluth, no estado do Minnesota, e passou a adolescência em Hibbing, uma minúscula cidade mineira do mesmo gélido Minnesota onde se fixara em tempos uma pequena comunidade judaica.<BR>Inspirado pelos baladeiros da <I>Folk Music</I>- entre eles Woody Guthrie e Hank Williams - Bob Dylan é hoje o maior ícone da música popular americana. As suas canções foram a banda sonora da "geração de 60" e influenciaram o estilo e o conteúdo de <I>canções de protesto</I> por todo o mundo.<BR>Como pessoa, Dylan foi sempre um enigma. Altamente cioso da sua privacidade, o cantor recusou sempre falar da sua vida pessoal, chegando mesmo a isolar-se com a família numa quinta remota em Woodstock para evitar expor-se.<BR>O seu judaísmo esteve sempre debaixo desse véu de privacidade, ocultado até por detrás do nome artístico que escolhera em homenagem ao poeta galês Dylan Thomas. <BR>No princípio de Dezembro deste ano Dylan quebrava o tabu, lançando o primeiro de três volumes de memórias e concedendo as primeiras entrevistas de rádio e televisão em quase 20 anos.<BR>A canção escolhida para esta 6ª edição das <I>Músicas da Judiaria</I> - <I>Neighborhood Bully</I>, incluída no álbum Infidels</A>, gravado em 1983 - é uma das poucas janelas abertas para essa intimidade que Bob Dylan tanto fez por preservar.<BR>Em 1978, numa das poucas ocasiões em que abriu a sua vida privada ao escrutínio dos seus fãs e dos media, curiosamente, Dylan anunciou ao mundo que abraçara o cristianismo. Era um "cristão renascido". Numa entrevista, a sua mãe, Beatty Zimmerman (entretanto falecida), confessou que o telefone não parou de tocar: "rabinos e pessoas amigas da sinagoga telefonavam-me para saber se era verdade. Eu respondi-lhes que a vida era dele. Eles que falassem com ele."<BR>A nova religião, no entanto, iria durar pouco tempo. Depois de três discos mal recebidos pela crítica, que marcaram a sua fase "cristã", em 1983, com <I>Infidels</I> Bob Dylan retorna ao judaísmo, fazendo tudo por demarcar-se o mais possível da sua tão publicitada conversão ao cristianismo. A letra de uma das canções do álbum, <A style="COLOR: #003366" href="http://bobdylan.com/songs/peace.html" target=_blank>Man of Peace</A>, sublinha essa rejeição de uma forma fortemente iconoclástica. <BR>Em <I>Neighborhood Bully</I>, Dylan assume uma forte identificação com o povo judeu e com o estado de Israel. A tal ponto que alguns críticos - os mesmos que em tempos lhe chamavam "a voz de uma geração" - não hesitaram em classificá-lo como sionista. Dylan aceitou de bom grado a nova alcunha: "É melhor ser sionista que arcebispo da anarquia", afirmou o cantor numa controversa entrevista à revista <I>Rolling Stone</I>.<BR>Sem nunca mencionar uma única vez as palavras "judeu" ou "Israel", a letra de <I>Neighborhood Bully</I> é um contundente ataque ao antisemitismo e ao anti-sionismo. Como também o é a ironia do próprio título - <I>Neighborhood Bully</I>, que traduzido dá qualquer coisa como "o vilão da vizinhança".<BR>"O vilão da vizinhança foi expulso de todas as terras, / ele tem vagueado pelo planeta como um homem exilado / viu a família dispersada, o seu povo ferido e despedaçado / ele está sempre a ser julgado apenas por ter nascido."<BR>Vale a pena ouvir com atenção. </FONT></P>
publicado por Mário Feijoca às 18:41 | comentar | favorito