05
Mar 05

Não tentes adivinhar-me...

 

Descreveste em primeiro os sentidos,
em que a roupa nos rasga as noites
e os dias por escrito,
na pressa de te acabar em fim.

Nessa varanda vazia,
no teu gesto prateado, lavado,
reconheces os desejos
do mendigo em que me perdi.

Sabes bem que aquela lua não mente,
quando me diz que a gente se encontra
por acaso na vida,
por te ter esquecido assim.

E na forma que impões as paisagens,
como se o mundo fosse teu,
renego essa tua falsa força
no teu jeito, p'ra ser maior.

A tua sina não me seduz pelas marcas desalinhadas
essa mãos de quem não dorme mais
e leva os dias, roubando-os à gente que vive,
no modo como me vês e sentes,
como fazes a noite num brilho
e desprezas o sol que te fez corar
ou o horizonte para te sonhar,
num momento de fim de tempo,
naquele pedaço de terra que nunca foi teu
mas que devoraste, arrasaste e deixaste pó,
solfejos de um qualquer nome...
descrevendo os sentidos,
que para ti são roupas rasgadas na noite,
por não haver quem se amar! E das histórias que me contas,
apenas as linhas em branco me denunciam,
porque me dizes o que sou
porque me fazes acreditar que o mar
já não se esconde do céu,
e tentas adivinhar nos meus olhos
o medo que tenho do escuro,
por não haver por quem chorar...

(Texto que desconheço o autor, mas não resisti em o colocar no blog)

publicado por Mário Feijoca às 19:58 | comentar | ver comentários (6) | favorito

Estes são arquitectos(...)

Frank Lloyd WrightLE CORBUSIERMies Van der RoheTADAO ANDORichard MeierAdolf Loos (1876-1933)Alvaro Siza Vieira

  "Eu crio enquanto falo". Assim disse IHVH no Génesis bíblico, assim digo eu na génese do presente blog. Talvez em decorrência do tédio, talvez pela minha actual ociosidade, sei que a originalidade deste blog pode até não ser dos melhores, mas quem sabe a finalidade o seja!? Digam o que disserem, porque o que se escreve, em letra perfeitas, em um gélido Personal Computer nem sempre expressa a verdade do que se quer dizer, mas as publicações, aqui feitas, serão, esforçadamente, da mais profunda sinceridade de quem as publica. Sendo assim, o que digo a respeito da origem, está fora do ciclo e, completo
publicado por Mário Feijoca às 08:22 | comentar | ver comentários (4) | favorito
05
Mar 05

Pseudo de coisa Nenhuma

Eu sou um pseudo de coisa nenhuma... sou o que se pode dizer de uma pessoa banal - banal para aqueles que pouco, ou mesmo nada, sabem sobre mim... excepto o meu psicanalista, é obvio - Mas um grande rival das minhas ideias, um prisioneiro dos meus sentimentos o carrasco das minhas feridas, e o juiz da minha sentença. E quando todos eles se reúnem para me darem cabo do "canastro", fecho-lhes todas as portas. Apenas deixo entrar um feixe de luz através da janela meio aberta, meio fechada, que vai trespassado a minha alma e liberta a minha consciência. E assim, posso sempre continuar a sonhar, porque o erro criou muito mais do que a verdade! Ver e ouvir são as únicas coisas nobres que a vida contém.
publicado por Mário Feijoca às 06:13 | comentar | ver comentários (1) | favorito